ARTÍGOS

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COMO DEVE ACONTECER A INCLUSÃO DE CRIANÇAS ESPECIAIS NAS  ESCOLAS Déborah Márcia de Sá Barbosa (UECE) Arianne de Sá Barbosa (UECE) GT 12 – Educação e Políticas de inclusão Social  Introdução Atualmente se fala muito em Inclusão Social, mas será que todos sabem realmente  o significado de fazer Inclusão? Ou será que as escolas estão somente aceitando o fato como a novidade do momento", como se incluir fosse apenas aceitar um indivíduo diferente na sala  de aula?  Segundo Mittler (2003,  p.25) "a Inclusão envolve  um processo de reforma  e  de  reestruturação das escolas como um todo, com o objetivo de  assegurar que todos os alunos  possam ter acesso a todas as gamas de oportunidades educacionais e sociais oferecidas pela  escola". Esse conceito de inclusão do autor envolve uma reflexão sobre  a filosofia político­ pedagógica  da  escola  e  a prática  dos  professores.  É  um repensar  nos  valores  e objetivos  que a escola tem ou pretende ter no que diz respeito ao processo de ensino­aprendizagem de  seus alunos. Conforme o autor, o ideal seria não enfatizar os defeitos e as limitações, mas as  habilidades  a  serem potencializadas.  Isso poderia ser feito através  de  avaliações  onde  se  pudessem detectar "pontos fracos e fortes" das crianças especiais para, a partir disto, fazer um diagnóstico e planejar um programa de intervenção junto às mesmas, onde os pontos fortes  seriam potencializados  e  os  fracos  minimizados.  Além disso, seria  primordial um trabalho junto às  crianças  ditas  "normais" e  aos seus familiares,  em uma tentativa  de  promover um clima de aceitação incondicional da diferença que acarretaria na dissolução das desigualdades  e  no desenvolvimento interacional  tanto das  crianças  especiais  quanto das  outras  crianças  "normais". O objetivo é dar apoio a criança com dificuldade de aprendizagem para que ela se  adapte ao sistema educacional na medida que o sistema educacional se adapta a esta. Assim,  seria necessário que, primeiramente, a escola se adaptasse às criança especiais para depois as  mesmas conseguirem se adaptar não somente à escola, mas à sociedade como um todo. Este  processo de intervenção não é específico para o grupo de crianças ditas deficientes, mas sim,  para todas,  afinal, sempre haverão diferenças  individuais  dentro da  escola  que  deverão ser  trabalhadas. Todas precisam de um bom ensino que leve em conta os padrões individuais de  aprendizagem.  Baseado nesta  proposta  de  Mittler (20003),  apresenta­se, nesse  trabalho,  informações e sugestões de como trabalhar com tipos diferentes de crianças especiais.  Deficiência Auditiva Há várias  controvérsias  metodológicas  referentes à Educação dos  Deficientes  Auditivos. As três principais controvérsias são referentes ao modo que se deve incluí­los na  comunidade verbal. Muito se discute sobre qual perspectiva metodológica deve ser adotada: o Oralismo, o Bimodalismo ou o Bilingüismo.  Mesmo hoje em dia, ainda é bastante utilizada a linguagem oral junto ao surdo em uma tentativa de fazê­lo apreender esta através de leitura labial. Sabe­se, no entanto, que o oralismo é prejudicial, pois exige um grande esforço por parte do surdo, que, muitas vezes, se desestimula e  passa a  evitar situações  em que  lhe  são exigidos  comportamentos  sociais referentes a  esta aprendizagem, assim, tanto qualitativamente  quanto quantitativamente, sua  Interação Social é prejudicada. Este prejuízo, inclusive, pode acarretar em outros, tais como atrasos cognitivos. O grande esforço exigido do surdo para que este aprenda a se comunicar "oralmente", faz com que esta perspectiva metodológica seja, na verdade, uma "perspectiva da  imposição". Forçadamente, o surdo pode  até  conseguir pronunciar algumas  palavras  para  a  sua melhor socialização, assim como compreender o que os outros falam, no entanto, como uma  pessoa pode  efetivamente  aprender a  falar se  ela  não escuta?  Assim, tendo em vista  que, em média, apenas  20%  das  palavras podem ser  compreendidas, a  comunicação dos  surdos através  do oralismo estará  sempre destinada a ser deficitária. Além disso, esta  perspectiva  metodológica  exige dos  surdos  uma  atenção muito grande nos  lábios  dos  "falantes",  e destes  é  exigido um acompanhamento muito próximo (têm que  falar sempre  devagar e olhando diretamente  para os surdos,  porque senão estes se  "perdem"  na  leitura  labial).  A linguagem Bimodal, por sua vez, seria a combinação da linguagem dos sinais e  da linguagem oral, o que acarreta em uma modificação tanto da primeira quanto da Segunda. É uma perspectiva metodológica que propicia uma  comunicação complexa  e insere o surdo tanto na comunidade dos ouvintes quanto na dos surdos, o que não acontecia com o oralismo,  que restringia  a comunicação dos surdos apenas  com os não surdos. Por isso mesmo, exige  um maior período de tempo por parte dos surdos  para aprendê­la.  Além disso,  na medida em que ela é um tipo de tradução simultânea da língua dos sinais para a língua oral  e, assim, modifica ambas, acarreta em uma aprendizagem prejudicial, pois não ensina direito ao surdo nenhuma das suas linguagens.  Por fim, tem­se o Bilingïsmo,  que  ao ensinar o surdo tanto a língua  dos sinais quanto a oral, mas de maneira não simultânea, propicia a aprendizagem correta de ambas as  línguas.  Esta  perspectiva  metodológica se  caracteriza  por ensinar,  primeiramente  a Língua  dos  Sinais  para, depois,  a  partir desta, ensinar a  língua  oral, assim como fazemos  para  aprender uma língua extrangeira (a  partir da nossa  "língua  mãe"  aprendemos  uma  outra  língua).  Assim,  o Bilingüismo é  benéfico na  medida  em que leva  em consideração as  diferenças estruturais entre a linguagem dos Sinais e o Português, o que não fazia a linguagem Bimodal.  Em relação aos  desafios  atuais  na Educação dos surdos, deve­se,  primeiramente  pensar acerca dos objetivos a que se propõe essa educação junto aos surdos. Na medida em que a educação dos surdos não pode ser considerada um adestramento destes para que possam ser  forçosamente  inseridos  na  comunidade  dos ouvintes sem qualquer adaptação destes  à  realidade dos surdos e, muito menos, a sua exclusão e isolamento desta comunidade, deve­se  ter o cuidado para que  os  objetivos  da  Educação  dos surdos  não se localizem em nenhum destes extremos.  Hoje em dia, tem­se uma opinião formada acerca da necessidade de não isolar as  crianças surdas  em colégios  exclusivos  para elas.  Sabe­se,  atualmente, que a  convivência  destas crianças juntos com crianças ouvintes pode ser  enriquecedora não somente para  elas  como para estas  últimas, assim,  como é enriquecedora  a  convivência  de  duas  crianças (ou adolescentes)  de países  diferentes  que  falam duas  línguas diferentes. No entanto,  para  que  crianças  com deficiência  auditiva sejam educadas  em colégios  de  ouvintes, este  tem que  passar  por uma  série de  mudanças  que  venham a  propiciar uma  inserção adequada desta, afinal,  "os  alunos surdos  dos  colégios  regulares  recebem menos atenção e  de menor qualidade, já  que  o número de  alunos  por aula é maior e os  recursos  técnicos,  pelo contrário, são menores; os  professores nos  colégios  regulares  não estão preparados  para  ensinar a crianças surdas; os alunos surdos têm sérios atrasos na comunicação oral e, por este  motivo, sua integração social não é fácil. Além disso, sua lentidão na aquisição da linguagem oral afeta  as  possibilidades de uma aprendizagem normal; a integração marginaliza  a  linguagem dos sinais, que  é  necessária, segundo opinião quase unânime das associações de  surdos, para a educação dos alunos surdos." (MARCHESI, Alvaro) Desta maneira, as escolas regulares que se propõem a  aceitar alunos surdos, não devem, simplesmente, aceitá­los, largá­los à própria sorte, tentar adequá­los ao sistema que  foi criado para as crianças ouvintes,  mas efetivamente ACEITÁ­LOS. Deve haver um projeto de  educação específico no centro educacional que  dê  conta  da demanda  das  crianças com deficiência auditiva. Este  projeto deve ser  desenvolvido levando em consideração critérios  que  levem em consideração a  presença  da criança  surda  na  instituição e  todas  as  suas  limitações. Isto não quer dizer que as crianças ouvintes vão se sair prejudicadas, mas que as  crianças  com deficiência  auditiva  vão ter uma  atenção especial e  que  vai haver compromisso por parte  da  escola em trabalhar as  dificuldades  destas  a fim de  ajudar as  mesmas a superá­las.  Somente levando em consideração todas estas  variáveis vai haver uma  efetiva  inclusão das crianças surdas no âmbito escolar. Não apenas a criança surda deve se adequar à  escola, mas à escola deve se adequar a esta. E, consequentemente, com uma efetiva inclusão,  haverá maior facilidade  de  a  criança  surda  melhorar qualitativamente e  quantitativamente a sua interação social. A socialização da criança  com deficiência  auditiva  na sociedade, assim,  vai depender de como ela foi acolhida  quando criança, no seu âmbito escolar, não apenas no âmbito familiar.  Deficiência Visual A  cegueira, como uma deficiência  em um dos principais canais de  comunicação com o meio,  compromete  o desenvolvimento da criança, que  deverá ocorrer de  maneira  diferente que o da criança que enxerga. Primeiramente, deve­se levar em conta se a cegueira de uma  criança é  congênita  ou adquirida. Se  adquirida, como aconteceu  isto, em qual  idade, etc. De  qualquer forma, deve­se sempre, à prori, analisar as contingências ambientais passadas e presentes que podem terem influenciado ou ainda influenciar no desenvolvimento da criança cega. Sabe­se  que  as  pessoas  com cegueira  congênita  têm um desenvolvimento psicológico mais saudável do que as  que  têm cegueira adquirida,  principalmente, se o momento da ocorrência desta foi tardio e se a sua família também não aceitar a sua situação.  As primeiras, não tiveram a  experiência do "enxergar", não desenvolveram o sentimento de  perda, suafamília  desde  cedo teve que  se adaptar à  sua condição de cegueira. Consequentemente, o desenvolvimento cognitivo destas  pessoas  também se  aproxima  do normal, não há tanto comprometimento na apropriação do mundo por estas quanto as pessoas  com cegueira adquirida, que tem resistência, negam a sua cegueira e tentam prosseguir à vida  sem adaptar­se a esta. A participação da  família no desenvolvimento destas  pessoas,  portanto,  é  essencial. Quanto maior a  aceitação destes,  maior será  também a  aceitação do deficiente  visual como tal,  assim,  maior será a  busca  por mecanismos  que venham a favorecer a sua  inclusão na sociedade como um todo:  busca  por aprender o Braile, que  possibilitará  o seu acesso à  informação escrita; busca  por empregos,  namorado(a),  diversão; meios  para  se  movimentar no espaço físico (bengala,  cão guia),  desenvolvimento maior da liguagem,  etc. Enfim, com uma boa aceitação da família de sua condição o deficiente visual, que tende a ter a sua estima baixa, ser inseguro, tímido, retraído, este tende a se auto afirmar como deficiente  e  lidar com esta  melhor,  tendo um desenvolvimento psicológico e, conseqüente  um cognitivo, melhor. Esta participação da família deve se estender à sociedade  como um todo, que  deve aprender a  adaptar­se ao deficiente  e  encará­lo como um cidadão como qualquer outro que tem direitos, deveres e diferenças.  Assim , os principais canais comunicação com o mundo do deficiente visual são a  audição e o tato,  que  devem ser  desenvolvidos amplamente  com o fim de  propiciar um desenvolvimento cognitivo o menos deficitário possível.  Há  uma grande  dificuldade de  apropriação do mundo através  destes sentidos, pois  eles  apreendem as  características  dos  objetos  de forma seqüencial,  portanto, mais  lenta, enquanto a  visão o faz simultaneamente. Além disso, a  percepção da  realidade pelos  cegos  é  muito diferente  da  das  pessoas  que  enxergam.  Se estas  estão sujeitas  à  probabilidade  de  serem ludibriadas  pelo seu sentido principal, visão, os cegos estão mais sujeitos ao erro ainda.  Ademais, a memória do cego não pode ser similar a de uma pessoa que enxerga, ela requer o armazenamento de percepções  da realidade  não imagéticas, ou seja, referentes  principalmente ao tato e à audição, o que é pouco desenvolvido em pessoas que enxergam. E  há  uma maior carga da  memória de trabalho destes  quando estes se  apropriam do mundo,  justamente devido ao caráter seqüencial da apreensão do mundo através do tato.  Pode­se, desta maneira, afirmar que há muitas diferenças entre o desenvolvimento de  uma  criança  cega e  o de  uma criança  que enxerga, mas  estas  diferenças não necessariamente devem ser pejorativas. Se as condições necessárias para o desenvolvimento das crianças cegas forem satisfeitas, estas podem se desenvolver tão satisfatoriamente quanto uma  criança  que  enxerga, mesmo que com um maior esforço.  Isto pode  ser  explicado por haverem também semelhanças  na apreensão de mundo das  crianças  que  enxergam e as que não enxergam.  Recentemente, foi descoberto, por exemplo, que indivíduos cegos, ao ler o Braile, ativam o lobo occipital. Este lobo, porém é responsável pelo processamento de informações  visuais. Além disso, as mão, como os olhos, ao explorar alguma forma desconhecida, tendem a movimentar­se de forma a conseguir formar uma imagem desta, mesmo que demorem mais a atingir o seu intuito.  A cegueira, desta forma, mesmo trazendo limitações para a vida de que a tem, não impede uma interação com o mundo. Os outros sentidos  podem desenvolver as funções  da  visão se desenvolvidos precoce e eficazmente.  Autismo  Definição Segundo o CID  10,  o transtorno autista é um transtorno global do desenvolvimento,  caracterizado,  assim, um desenvolvimento anormal ou alterado, o qual deve se manifestar antes da idade de três anos e apresentar uma perturbação característica  nas interações  sociais,  comunicação e  comportamento.  Pode­se,  portanto,  definir autismo como uma deficiência profunda do comportamento a nível social.  Desenvolvimento da criança autista O  desenvolvimento da  criança autista  é comprometido devido à  deficiências  ou modificações em vários de seus comportamentos e correlatos biológicos. Pode­se notar estas  alterações quando observa­se várias características da criança autista. Dentre  as  principais características dos  autistas,  primeiramente, pode­se  citar o fato de  "não se  misturarem com outras  pessoas",  não conseguindo interagir com as  outras  pessoas  e colegas  da sua  idade,  compartilhar experiências,  trocar informações, ou até não manter contato visual com as outras pessoas.  Até o brincar do autista é individual. Eles não gostam de  modificações na rotina  tais  como mudanças  de lugar dos  seus  objetos,  de  horários,  de  realização de  tarefas,  etc. Além disso,  pode­se citar a  habitual utilização das  pessoas como ferramentas, como por exemplo pegar a mão de alguém para abrir uma porta  ou para pegar um objeto que deseja, não fazendo isso sozinho.  Outra característica  dos  autistas é  o apego inapropriado a  objetos,  assim,  um autista pode utilizar um copo como sanitário, uma panela como bola, entre outros. Además, estes gostam de girar objetos e fazer movimentos repetitivos e estereotipados. É necessário citar aqui também a sua resistência ao aprendizado e ao meio como algo que lhe parece estranho. Muitas vezes, os autistas também agem como se  fossem surdos,  não gostam de contato físico e  não demostram medo de perigos, fatos que ocorrem geralmente devido a disfunções fisiológicas na condução dos  impulsos nervosos sensitivos/perceptuais.  A linguagem de muitos autistas também pode ser bastante limitada, apresentando,  muitas  vezes,  ecolália  e  linguagem restrita  ao "literal". É  comum também se  observar nas  brincadeiras e na linguagem da criança autista ausência de fantasia, do lúdico. Há ainda um prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não verbais tais como contato visual  direto, expressão facial,  posturas corporais e gestos para  regular a  interação social.  Além disso, há uma falta de tentativa  espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações  com outras pessoas  (por exemplo, não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse). Pode  haver também uma  falta  de reciprocidade social ou emocional.  Prejuízos  qualitativos da comunicação também têm íntima  relação com os  prejuízos  qualitativos  na  interação social.  Assim, pode­se  citar ainda como prejuízos  na  socialização do autista  os  atrasos ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada, não acompanhada por uma  tentativa  de  compensá­la através  de modos  alternativos  de  comunicação tais  como gestos  ou mímicas; acentuado prejuízo na  capacidade de iniciar ou desenvolver uma  conversação,  mesmo em indivíduos  com fala adequada  e uso repetitivo e  estereotipado da linguagem ou linguagem idiossincrática. Por último,  pode­se  ainda citar a  acentuada hiperatividade  presente em alguns  autistas. Esta  também se  dá geralmente  devido a  disfunções  fisiológicas, sendo que, neste  caso, está ligada a disfunções  hormonais ouem neurotransmissores.  A experiência de ser autista O  autista, devido a todas estas  características  citadas  acima, tem uma  interação/inserção social difícil.  Devido às  alterações  do sistema  sensório­motor (e  de  contingências  ainda  não conhecidas), à  linguagem deficitária  e aos  vários  outros  omportamentos  estereotipados  decorrentes  destas  alterações fisiológicas,  há  estigmatização do ser autista, há exclusão social e há, consequentemente, um isolamento da criança autista, que passa a achar o mundo ameaçador e a adquirir atitudes de resistência em relação aos seus  colegas e  às  outras  pessoas.  Assim,  tanto as  características próprias  do transtorno autista  quanto as estigmatizações e os preconceitos da sociedade contribuem para uma  exclusão do autista  tanto da  escola  quanto da sociedade  e tornam a experiência  de  ser  autista  mais  difícil  ainda.  Desenvolvimento Autista e Desenvolvimento Normal Como já foi explicitado acima, o desenvolvimento da criança  autista  apresenta  diversas alterações em relação ao desenvolvimento normal observado na maioria das crianças.  No entanto,  estas  alterações  decorrem basicamente, de  alterações  fisiológicas( e  de  outras  alterações, possivelmente  ambientais,  que ainda  são desconhecidas)  que  vão comprometer principalmente os comportamentos sociais destas crianças. Outros comportamentos também podem ser alterados no autismo, porém, o que caracteriza primordialmente este transtorno são as  desordens  comportamentais  de caráter social. Não necessariamente  uma  criança  autista  apresentará  prejuízos  cognitivos  ou motores. Assim, é  notável nas características  citadas no item 2 o comprometimento à nível social das crianças autistas em relação às outra  crianças.  Educação da criança autista ­ Princípios Gerais Uma das características da criança autista é a resistência ao aprendizado. Isto não quer dizer que os autistas não aprendam,  porém eles costumam ter interesses, fixações, em coisas  bem peculiares,  não estando abertos  para  aprenderem outras  coisas enquanto não deixam de  lado o objeto de fixação.  É sobre estes  interesses  do autista que deve ser  trabalhada  a sua aprendizagem.  Por exemplo: se um autista  estiver olhando um quadro na  parede, onde está desenhada uma vaca, enquanto a professora ensina­o a ler a palavra casa, ele não vai prestar atenção ao que a professora está ensinando­o e, portanto, não vai aprender a  escrever a  palavra  casa. Mas  se  esta professora  tiver a  sensibilidade  de  perceber o interesse deste autista, ela pode passar a ensiná­lo o que é uma vaca, onde ela vive e como se  escreve a  palavra  vaca. Pode ser que  este  autista, então,  passe  a  prestar atenção ao que a  professora está lhe ensinando e até aprenda algo sobre este assunto.  Além disso,  como há um prejuízo da  interação social  da criança  autista, esta  costuma ter uma postura  de  isolamento e  até  de  irritação quando se  sente  "invadida" no âmbito escolar. Assim,  a  postura  não só dos  professores,  quanto à  de  pessoas  da  escola(colegas  de  classe, funcionários,  etc) deve ser  de  cautela e  compreensão,  pois  não se  sabe  ainda  a  etiologia certa  do autismo.  As  rotinas/hábitos  do autista  devem ser respeitadas e contato com ele deve ser gradual, não forçado.  O  educador deve estar sempre atento às reações da  criança  autista  e  às  contingências  ambientais  que  provocam crises neste, no intuito de poder evitá­las.  Neste  sentido,  há  a  necessidade  de  o educador estar sempre  procurando se  informar sobre novas  metodologias para a re alização de umtrabalho cada vez melhor e mais eficiente com a criança  autista.  Hiperatividade A hiperatividade é um distúrbio comportamental, que no início do século XX, foi  chamada  de  disfunção cerebral mínima, passando posteriormente  a  ser  chamado de  hipercinesia, ou hipercinese e, logo a seguir, hiperatividade, nome que ficou mais conhecido e perdurou por mais  tempo (até  hoje). Mas  em 1987, a  hiperatividade adquiriu uma  nova  denominação,  passou a  ser chamada de  distúrbio de déficit de atenção , ou ainda  distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade , sendo que muitas vezes utiliza­se somente  a sigla DDA (em português) ou ADD (em inglês " Attencion Deficit Disorder " ). É também eventualmente chamado de Síndrome de Deficit de Atenção.  Este distúrbio caracteriza­se pela movimentação excessiva  do indivíduo, falta  de  atenção,  impaciência, impulsividade, distração,  impossibilidade  de  focalizar a atenção por muito tempo em um determinado objetivo, o que traz ao estudante,( principalmente no início de sua vida  escolar ) problemas  de  rejeição,  dúvidas  quanto à sua  capacidade  intelectual,  baixa  auto­estima, e  várias  situações  que,  com a devida informação a pais,  profissionais e ao próprio portador do distúrbio,  podem ser  minimizadas,  contornadas ou mesmo eliminadas.  Assim, crianças  com DDAH (distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade) geralmente são caracterizadas como desatentas, impulsivas e hiperativas, e podem exibir uma variedade de  problemas  dentro do contexto escolar (Barkley, 1990).  Esses estudantes  geralmente  apresentam dificuldades  em manter a  atenção, seguir ordens,  ficar sentados, e  trabalharem independentemente na sala de aula. Estudos feitos nos EUA mostram que é possível amenizar os sintomas do DDAH  através  de  estratégias  de intervenção no comportamento, com feed­back freqüente e  supervisão individual ajuda a manter a atenção da criança. Tarefas repetitivas e pouco retorno,  por outro lado, favorecemo aparecimento dos sintomas.  O comportamento inadequado mostrado pelos alunos com DDAH freqüentemente  interrompe a  concentração de seus colegas e geralmente resulta  em relações pobres com os  demais  alunos.  Adicionalmente, esses  problemas  geralmente são acompanhados  por outros  associados (por exemplo, baixa auto­estima, depressão) que pode afetar significativamente a  performance desses estudantes.  Diversos são os tipos de tratamento que podem ser utilizados para tratar crianças  hiperativas.  Os  mais  eficientes  e, portanto,  utilizados  hoje  em dia  são os  baseados na  Psicologia Comportamental. A Neurologia também tem se dedicado a buscar medicamentos  cada  vez mais  eficientes  no controle dos  comportamentos hiperativos,  tais  como os  neurolépticos,  que  são usados no controle  da dispersão e  impulsividade. No entanto, no próprio contexto escolar pode­se  buscar meios  para  se alcançar o controle  destes  comportamentos característicos da hiperatividade. Hoje em dia, já existem alguns meios bastante eficientes que podem ser utilizados  no trabalho com alunos que apresentem esse tipo de distúrbio do comportamento, lembrando sempre  que  todo comportamento considerado inadequado deverá  ser  encaminhado para  orientação específica,  pois  podeestar contido em um espectro mais  amplo,  talvez até  precisando de ajudaprofissional  especializada, como nos  casos  de  autismo de  alto desempenho , transtorno ( ou síndrome) de tourette  (tiques nervosos), sindrome de  asperger, e outras contidas nos transtornos invasivos do desenvolvimento, conforme DSM­IV. Um meio de  evitar a distração que prejudica  tanto estas  crianças  no contexto escolar é olhar sempre nos olhos (eye contact) dela quando fala com a mesma. Desta  maneira, você consegue chamar a atenção de uma criança DDAH e, ao mesmo tempo, evitar que ela se disperse.  Organizar as carteiras em círculos, ou em forma de U, ao invés de fileiras também é uma boa maneira de manter a atenção das crianças hiperativas durante as aulas. Isto facilita  o contato e particularmente o "eye contact" com os demais membros da classe, uma vez que  esse tipo de aluno costuma estar " na turma do fundão ", não podendo visualizar os olhos dos  companheiros de estudo, o que o torna ainda mais disperso.  Deve­se ter também um cuidado com as cores da sala de aula e do fardamento. O  estímulo multi­colorido costuma deixá­los mais excitados e menos atentos ainda, devendo ser  evitadas cores fortes no ambiente(do espectro vermelho e amarelo), inclusive  na vestimenta  da criança (Tanganelli, 1995).  É proveitoso, além disso, adotar um ritmo dinâmico de aula, de tal forma a  criar oportunidade para que todos os alunos participem, sempre com o cuidado de não permitir que  o aluno com DDAH se empolgue, disperse, demais.  O uso recursos e formas de  apresentação não habituais parece ser outrorecurso para chamar a atenção dos hiperativos ­ crianças com DDAH adoram novidades. Explorar o seu cotidiano e fazer disso motivo para uma aula posterior ou mesmo criando um "gancho" na  aula atual costuma ser muito proveitoso. Deve­se  também utilizar metodologia preferencialmente visual.  Isto porque  as  crianças  DDAH  aprendem melhor visualmente  que  por outros  métodos,  portanto,  escreva  palavras­chave ao mesmo tempo que fala sobre o assunto. Estimular a criatividade, propondo tarefas que exijam a  criatividade  do aluno (explorar,  construir, criar) e  não passivas (questionarios com respostas  tipo x ) é  outra boa alternativa  de  trabalho com crianças  hiperativas.  Ser claro e  objetivo ao definir as  regras  de  comportamento dentro da sala  de  aula, criando,  juntamente  com os  alunos, um código de  conduta (simples,  com poucas  palavras, para facilitar a memorização ) e  escrever este  em uma tabela SEMPRE VISÍVEL  afixada na parede pode ajudar a controlarcomportamentos hiperativos.  A Repetição contínua  das  diretrizes  pode  ajudá­los  a  memorizá­las. Como dito cima, as  pessoas  com DDAH necessitam ouvir as  coisas  mais de  uma  vez, pois são profundamente visuais, aprendendo com mais facilidade quando as coisas são apresentadas da forma visual.  O fornecimento, com antecedência (preferencialmente no final do dia anterior), de  um programa com as atividades do dia a serem executadas (DuPaul & Stoner, 1994) seria útil  para estas  crianças.  As mesmas  necessitam de  um ambiente estruturado.  Assim, deve­se  utilizar com estas listas, tabelas, lembretes, além de apresentar o programa das aulas do dia  no final do dia  anterior, pelo menos informando o assunto da  aula do dia seguinte antes do término da  aula anterior,  pois  essas  crianças  necessitam de diretrizes,  organização, regras  claras, definidas e  ESCRITAS.  Além disso,  ao dar instruções para  a classe, seria bom o professor solicitar que  o aluno com DDAH repita para  toda a  classe.  Isso dar­lhe­á  duas  oportunidades : de que tenha certeza de ter entendido o que é esperado dele ( e dos demais ) e  ter sua auto­estima ( em geral extremamente baixa ) reforçada.  A memória  é  um grave  problema  para as  crianças  hiperativas.  O  ensino mnemônicos,  através de quadrinhas,  dicas,  rimas,  ajuda­os  na  aprendizagem,  pois eles tem problemas com a Memória de Trabalho Ativa ( Levine, 1995) e esses processos  ajudam sobremaneira a aumentar essa memória.  O  desafio costuma motivar o portador de  DDAH. Deve  então o professor estabelecer de  antemão com o aluno qual a  tarefa a ser  feita, quando será  considerada  concluída  e quais  os  pontos para  isso  (check­list a ser  verificado no final da  mesma). Isso dará  aos poucos ao portador de DDAH formas de lidar com sua  ansiedade,  e  falhas de terminar as tarefas a que se propõe, pois em geral ele concebe projetos grandiosos  demais, os quais não consegue finalizar.  O educador deve elogiar o aluno com constância, NÃO APENAS QUANDO ELE  ERMINA A TAREFA, mas DURANTE  o transcorrer da mesma, INCENTIVANDO  o seu término,  uma  vez que  para  o aluno com DDAH o CONCLUIR a tarefa é bastante  difícil,  exigindo quase o triplo de concentração (praticamente inexistente) que os demais.  Seria adequado também que este estabelecesse para o aluno com DDAH tarefas de  conclusão rápida. Inicialmente, para que este comece a finalizar adequadamente as tarefas, e, aos poucos, ir inserindo maior complexidade e maior duração 'as tarefas dele exigidas, visto que o aprendizado de organizacão para essas pessoas é extremamente penoso.  Dividir as grandes tarefas  em tarefas menores  poderia possibilitar à  esta  criança  vislumbrar que a  tarefa  PODE ser terminada, algo que é  extremamente  difícil para os  portadores  de  DDAH, possibilitando ao professor trabalhar a capacidade da criança, geralmente minimizada  por ela (baixa auto­estima) além do que  evita  acessos  de fúria  pela  frustração antecipada de não terminar a tarefa em crianças  menores,  e  as atitudes  provocadoras dos maiores.  Utilizar uma agenda de contato com a  família, por sua  vez, facilita  a  troca  de  informações, pois os únicos momentos de contato (quando existem) entre professores e pais  são os horários de entrada e saída dos alunos. E estes não são os momentos mais adequados  para trocar informações tão valiosas e individuais... Utilizar exercícios  físicos  (até  com um enfoque de psicomotricidade) também auxiliam sobremaneira  o portador de  DDAH, pois ajudam a  liberar o excesso de  energia, concentrar a atenção em um objetivo facilmente  entendido e visualizado ( correr até a linha  vermelha),  estimular a  fabricação de  endorfina, além de ser  muito divertido.  Por fim, seria um caso a se pensar propiciar uma "válvula de escape" como, por exemplo, sair da sala de aula por alguns instantes, (isso se for permitido pela direção da escola) indo buscar algo na  classe  vizinha, dar um recado para  alguém que  se  encontra fora da  sala de  aula, (inicialmente entregar um bilhete a uma pessoa, pois eles esquecem o recado a ser dado ), ir o banheiro,  pois  isso fará  com que  ele deixe (sob controle) a sala e  não fuja  dela, além de  começar a aprender meios de auto­observação e auto­monitoramento.  Considerações Finais Conclui­se aqui que a Inclusão no âmbito educacional é mais do que simplesmente  permitir a permanência de um aluno com alguma deficiência em sala de aula. É um processo contínuo de possibilitar a este aluno um real acesso à educação, tendo­se em vista que acesso à  educação é  mais  do que  freqüência a  uma  escola,  é  oferecer a  possibilidade do aluno especial apropriar­se de todos os serviços que a mesma oferece aos demais alunos.  Neste contexto, o aluno especial deve ser considerado diferente sim, afinal, todas  as  pessoas  são diferentes  entre  si,  mas  a escola  não pode  deixar que  esta  diferença  se  transforme em desigualdade. Diferença  e  desigualdade sob hipótese alguma  devem ser  tomadas como sinônimos. A desigualdade é o não respeito à diferença, é não possibilitar que  pessoas  diferentes  tenham direitos  iguais.  Assim,  a  escola, ao não esforçar­se  para proporcionar às crianças especiais o acesso à educação que  as outras criança têm, está  sim promovendo a desigualdade. Esta desigualdade se reflete até na maneira de se rotular as crianças especiais como "deficientes",  pois  isso transparece uma tentativa de transformar uma deficiência  em várias  deficiências,  em transformar a  criança especial em uma  deficiente  como um todo.  E isto realmente  impossibilitaria  um trabalho junto a estas,  tendo em vista  que  elas sempre  seriam deficientes  em relação às  crianças  ditas  normais. O  que não se  entende é  que  um deficiente visual, por exemplo,  ainda pode  correr,  escutar,  aprender, se relacionar e  até ler,  afinal,  já existe o "braile".  Além disso, todos  nós temos  alguma deficiência:  algumas  mais perceptíveis, outras não.  É notável, portanto, que o processo de Inclusão no âmbito educacional constitui­se  hoje como um processo de  difícil  consecução, visto que,  para  que  isso ocorra de  fato,  necessita­se de uma mudança  de valores dentro das escolas e da sociedade..  A sociedade em que vivemos está cheia de preconceitos e desigualdades e isto se  reflete  no sistema educacional.  Desta  forma, precisamos  ver as  necessidades especiais nos  contextos mais amplos das desigualdades sociais para que possamos, através de pesquisas e  projetos, intervir e realizar trabalhos que impeçam a exclusão desses indivíduos.  Bibliografia BAUTISTA, Rafael (coord). Necessidades Educativas Especiais. Lisboa: Dina Livro, 1997.  COOL,  César  et al (orgs). Desenvolvimento Psicológico e Eduacação:  Necessidades  Educativas Especiais e Aprendizagem Escolar.  Por to Alegre: Artes Médicas, v.3, 1995.  LAGE, Ana. Autismo Infantil: Revisão Bibliográfica. Fortaleza, 1984.  MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003.  PEETERS, Theo. Autismo: Entendimento Teórico e Intervenção Educacional. Rio de Janeiro:  
 
 

O que é insuficiência hepática?

insuficiência hepática é a consequência mais grave de quase todas as doenças crônicas no fígado. É a situação em que as funções dofígado geralmente encontram-se diminuídas, ocasionando dificuldades do órgão em desempenhar suas funções normais. Ela pode ser aguda ou crônica e cada uma delas pode ser de natureza benigna ou maligna. A insuficiência hepática aguda complicada por encefalopatia costuma ser fulminante, deteriorando significativamente o fígado e quase sempre levando o paciente à morte em poucos meses.

Quais são as causas da insuficiência hepática?

As alterações funcionais do fígado são a consequência comum de todos os distúrbios que afetam os hepatócitos, as células funcionais do fígado. As causas da insuficiência hepática podem ser tóxicas e não tóxicas. Entre as primeiras, encontram-se uma infinidade de substâncias que podem causar insuficiência hepática, como hepatotoxinas intrínsecas; certos medicamentos e metais; fósforo; ouro; álcool etc. Entre as causas não tóxicas pode-se citar: hepatite viral agudahepatite crônica autoimunedoença de Wilson etc. Quase todas essas causas levam, com o tempo, a uma cirrose (“cicatrização”) hepática que afeta a função do órgão.

Quais são os sinais e sintomas da insuficiência hepática?

Os sinais e sintomas da insuficiência hepática dependem de sua intensidade. Se leve, ela provoca manifestações ligeiras ou até pode ser assintomática; se moderada, ocasiona manifestações evidentes; quando grave, provoca manifestações muito evidentes e complicações sérias.

Os principais sinais e sintomas da insuficiência hepática podem ser: anorexianáuseasvômitos; desconforto abdominal; icterícia (amarelão); aumento das bilirrubinashipoglicemia; baixa concentração de albumina, causando edemas; odor "bolorento" no corpo; acidose lática; distúrbios da coagulação do sangueinsuficiência renal e hemorragias gastrointestinais. Casos graves evoluem para encefalopatia, com manifestações que incluem depressão do sistema nervoso central e distúrbios da função neuromuscular (aumento do tônus muscular, movimentos mioclônicos e tremores). Podem surgir outros sintomas como cansaço, fraqueza e falta de apetite.

Como o médico diagnostica a insuficiência hepática?

diagnóstico da insuficiência hepática pode ser feito pela análise do quadro clínico e por exames laboratoriais de sangue, que mostrarão aumento das bilirrubinashipoglicemia ou hiperglicemiaacidose lática; alterações dacreatininaureiaalbumina e bilirrubinas; dosagem dos eletrólitos; transaminases e tempo de protrombina ou outras provas das funções hepáticas. Pode-se realizar ainda tomografia computadorizada do crânio eeletroencefalograma (EEG), em caso de encefalopatia. Além disso, outros exames podem ser necessários para esclarecer as condições causais da insuficiência hepática.

Como o médico trata a insuficiência hepática?

O tratamento da insuficiência hepática dependerá da causa e dos sintomas. Nas situações mais graves o tratamento é feito através de um transplante do fígado que, em alguns casos, pode salvar vidas.

Como evolui a insuficiência hepática?

insuficiência hepática fulminante ocasiona altas taxas de mortalidade, mesmo com tratamento intensivo. Os sobreviventes geralmente terão uma recuperação completa em seis a dez semanas, com o restabelecimento da estrutura e funções do fígado.

Pacientes com insuficiência hepática que não desenvolvem encefalopatia, geralmente têm uma recuperação completa.

Não é comum haver complicações tardias.

Quais são as complicações possíveis da insuficiência hepática?

Uma das complicações mais importantes da insuficiência hepática é a encefalopatia hepática, uma patologiamental e neurológica que resulta da incapacidade do fígado em depurar certas substâncias tóxicas para o cérebro, especialmente o amoníaco.

As complicações da insuficiência hepática fulminante incluem edema cerebral, aumento da pressão intracraniana e hipotensão arterial intratável.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

 

 

Saúde Mental e Actividade Física

A saúde é o estado de bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou de incapacidade (OMS, 1948).

De acordo com a OMS, a saúde mental é um termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva/emocional. A saúde mental pode incluir a capacidade de um indivíduo apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as actividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica.

Problemas de saúde mental mais frequentes são: a depressão; a ansiedade; as perturbações causadas pelo álcool/drogas; os problemas de sono; o cansaço crónico e os factores de natureza somática.

Como componentes da saúde mental, temos: a autoestima e autoperceções (componente avaliativa e autoconceito); o bem estar subjectivo (relativo á parte afectiva e cognitiva); o ajustamento emocional (numa perspectiva de equilíbrio emocional face aos factores de stresse); os estados de humor e os afectos (estados afectivos experimentados diariamente); stresse (com todos os seus factores); a função cognitiva (capacidade de aprendizagem, processamento de informação,...); os padrões de sono (onde existe um estado de consciência reduzida, assim como redução das funções sensoriais) e satisfação com a vida.

Podemos definir o autoconceito, como o conjunto de imagens acerca do que nós próprios pensamos que somos, o que pensamos que conseguimos realizar e o que pensamos que os outros pensam de nós e também de como gostaríamos de ser. Para além disto, podemos dividir o autoconceito em: académico (competências do indivíduo nos diferentes contextos académicos) e não académico (social, emocional e físico).

Para Marsh (1994) a autoperceção é a percepção que a pessoa tem em relação a si própria.

A autoestima é um sentimento valorativo do conjunto das nossas características corporais, mentais e espirituais que influenciam e formam a personalidade.

De acordo com Fox (1998) a autoestima é uma construção avaliativa global e relativamente estável que reflecte o nível para o qual o indivíduo se sente positivamente acerca de si próprio, por outro lado, considera o autoconceito como uma auto-descrição em vez de uma auto-avaliação.

As mudanças corporais resultantes da prática do exercício físico podem contribuir para uma melhoria efectiva do autoconceito corporal que cada um tem de si próprio. Isto porque, as pessoas que praticam actividade física acabam por realizar uma avaliação mais favorável, melhorando a sua competência desportiva, a sua condição e força física (confiança física), assim como a atracção corporal

 

Benefícios da actividade física

A actividade física regular está associada a imensos benefícios ao nível da saúde física e mental. Ao longo dos últimos anos, a prática regular de exercício físico tem sido reconhecida como uma alternativa não medicamentosa ao tratamento e prevenção de doenças crónico-degenerativas, promovendo a saúde e a sensação de bem-estar (Warburton, Nicol & Bredin, 2006) com benefícios evidentes tanto na esfera física quanto cognitiva.

O exercício físico é de extrema importância para a redução da tensão arterial; redução de peso e obesidade; redução da diabetes; proteção contra a osteoporose e enfraquecimento dos ossos; redução da doença coronária/cardiovascular, entre outros...

A prática do exercício físico pode contribuir para uma melhoria efetiva da saúde mental, no que concerne à capacidade de resistir às exigências da rotina diária, controle dos níveis de ansiedade, combate às depressões, construção da identidade pessoal, etc...

Estudos realizados na última década apontam para a existência de efeitos positivos da prática regular de exercício físico ao nível da saúde mental, em diferentes indicadores tais como os estados de humor, a depressão, a ansiedade, o stresse e a autoestima (Biddle, Fox, & Boutcher, 2000).

Os efeitos indiretos do exercício físico na saúde mental são: a melhoria da qualidade de vida e bem estar do indivíduo, assim como o desenvolvimento de um estilo de vida saudável preventivo de doenças.

Os efeitos diretos do exercício físico na saúde mental são: a prevenção/tratamento de desordens mentais; a melhoria do bem estar psicológico (estados de humor e autoperceções); a melhoria do funcionamento mental (gestão do stresse, sono e cognição) e melhoria do bem estar social (autonomia, interação e cidadania).

Prevenção das doenças mentais: depressão clínica (os efeitos do exercício físico são tão positivos como a psicoterapia); desordens mentais (os efeitos do exercício físico face aos acessos de pânico e ansiedade e esquizofrenia); ansiedade, pânico e fobias; desordens obsessivo-compulsivas; esquizofrenia e psicoses.

Estudos realizados sugerem que exercícios, nomeadamente os aeróbios, contribuem para a preservação da memória, qualidade do sono, humor, diminuem os níveis de stresse, combatem as doenças ligadas ao envelhecimento e ainda ajudam a controlar os sintomas de depressão e ansiedade. Os estudos também indicam que a prática de atividade física fortalece o sistema imunitário, diminui a dor crónica e melhora a atenção e concentração. Isto ocorre devido ao aumento de endorfinas (substância química que provoca uma sensação de prazer, euforia e bem estar) no sistema nervoso.

Esta sensação de bem estar provocada pelo exercício reflete-se diretamente na autoestima, ao nível social, profissional, espiritual, físico – conferindo perceções específicas da situação contextual do indivíduo.

Para além disto, o exercício físico também promove benefícios sociais, combatendo o isolamento e proporcionando integração do indivíduo.

 

Alguns cuidados com crianças Paralisadas Cerebrais (P.C)

Ao lidar com uma criança com paralisia cerebral, existe á sua volta uma variedade de problemas tais como:

• Não segurar a cabeça
• Não se manter sentada
• Não andar
• Mover-se de uma maneira descontrolada ou insegura

Deve-se ter em atenção ao modo como se lida com crianças que possuem estas características, não tendo estes cuidados, as crianças tornam-se mais descontroladas.

Como transportar a criança

Criança Espástica_

• Se tem dificuldade em abrir as pernas, ao pegar-lhe ao colo deve ser colocada sobre as ancas de pernas abertas

Criança Atetósica_

• Se tem movimentos descontrolados, ao pegar-lhe ao colo, os braços da criança tem que estar voltados para a frente segurando-lhe as mãos contra os joelhos unidos

Objectos Adequados

• Banco triangular. Com as costas bem apoiadas e as pernas abertas, a criança pode brincar numa posição correcta.
• Cadeira de madeira com tabuleiro
• Cunha de espuma que permite à criança brincar de barriga para baixo.

Como deslocar-se

Na criança com paralisia cerebral o seu corpo ao andar tem tendência a inclinar-se para a frente, o que torna difícil a sua deslocação.

• Prancha de madeira com rodas vai permitir que a criança que tem as pernas mais afectadas que os braços se desloque

Vestuário

O vestuário deve ser adaptado:
• Largo
• De abotoar à frente
• Evitar ou substituir os botões por fecho eclair, velcro e mola

 

 

 

São movimentos anormais que não podem ser controlados pela vontade. Incluem tremores, distonias, coréias, balismos, mioclonias e combinações variadas entre as anteriores. Há muitas causas, a depender do tipo específico de movimento, o qual é definido clinicamente pelo exame clínico e eventualmente pela caracterização eletrofisiológica.

Tremores: movimentos involuntários rítmicos e oscilantes, de qualquer parte do corpo, causados por contrações alternadas de grupos musculares. O movimento pode estar presente durante o repouso (tremor de repouso ou estático), ser aparente apenas na movimentação (tremor cinético ou de ação) ou em determinada postura (tremor postural). A posição em que o tremor aparece, assim como sua frequência (quantas vezes o movimento se repete por minuto) são dados essenciais na tentativa de se descobrir a causa do tremor e também para a devida solicitação de exames complementares. O tempo de instalação, a distribuição no corpo e outros dados da história e exame físico também são valiosos.

Distonia: contrações musculares sustentadas que causam abalos lentos, movimentos de torção e posturas anormais.Há contração simultânea de músculos agonistas (que facilitam o movimento desejado) e antagonistas (que dificultam o movimento desejado).

Coréia: palavra de origem grega que significa dança. Os movimentos têm início abrupto, são explosivos, geralmente de curta duração, repetindo-se com intensidade e topografia variáveis, assumindo caráter migratório e errático, o que faz parecer que o indivíduo esteja realizando uma dança ondulante.

Atetose: movimentos mais lentos e sinuosos, freqüentemente contínuos, lembrando uma contorção; envolvem predominantemente as extremidades.

Balismo: movimentos amplos, de início e término abruptos; levam a deslocamentos bruscos e violentos devido à ação de grandes grupos musculares, assemelhando-se a chutes ou arremessos. Em geral acometem apenas um lado do corpo, sendo assim chamados de hemibalismo. Pode também associar-se a movimentos coréicos na extremidade do membro afetado, denominando-se hemicoréia-hemibalismo.


 
 
 

 

 

Inclusão Escolar

 

A Inclusão escolar: um fato; uma realidade!

(A)    Amparo legal.

• LDB - Lei nº 9.394 de 20/12/1996 - Cap. I art. 9º: Disposições comuns do ensino de primeiro e segundo graus.
• LDB - Lei nº 9.394 de 20/12/1996 - Cap.V art. 58, 59 e 60.
• Constituição Federal – art. 7º, XXXI, art. 208, III.
• ECA

(B) Afins

• Declaração de Salamanca (1994),

- O Principio da Inclusão consiste no reconhecimento da necessidade de se caminhar rumo à escola para todos – um lugar que inclua todos os alunos, celebre a diferença, apoie a aprendizagem e responda as necessidades individuais.
- Toda a criança tem o direito fundamental à educação e devem ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem. 
- Cada criança possui características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizado que são próprias, por estas razões, os sistemas de educação e os programas educativos devem ser planejados e implementados, tendo em vista a diversidade destas características e necessidades.
- Todas as pessoas com necessidades especiais devem ter acesso às escolas regulares, e estas devem se adequar através de uma pedagogia centrada na criança.
- As escolas regulares, que seguem esta orientação inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, e criar comunidades abertas e solidárias.
- O principio da educação inclusiva e o valor social da igualdade. 
- Ensinamos os alunos através do exemplo que apesar das diferenças, todos nos temos direitos iguais

(C) – Inclusão x Qualidade

EDUCAÇÃO - Ato de “criar”, educar, instrução, formação do espírito.
                        - Direito de todos (acesso, permanência e qualidade) 
                                          Seja ela especial ou não.                

• Processo de dialogo e aprendizagem para todos,
• Construir novas formas de trabalhar cooperativamente,
• Ampliar a noção de acesso e participação,
• Garantir o respeito à incorporação das entidades (sociais, culturais, afetivas, étnicas de gênero e física) de todos os envolvidos,
• Reconstruir o “olhar para os diversos possíveis”.

Inclusão não pode ser considerada como problema, mas como um DESAFIO DE  “CRIAR”

• Diferentes modos de ser e estar no mundo,
• Diferentes modos de visões de realidade,
• Diferentes formas de aprender,
• Diferentes formas de movimento, de olhar, de escutar.
• Diferentes formas de conviver.

     Precisamos: PENSAR JUNTOS:
• Como estão acontecendo os processos de interação?
• Qual o meu papel enquanto gestor, professor, família, cidadão, ONGS, poder público?

Necessitamos:
• Conhecer os recursos disponíveis,
• Conhecer as experiências,
• Conhecer a realidade dos benefícios das ações,
• Mapear as estratégias e espaços de participação,
• Cruzar indicadores e pesquisas,
• Recursos financeiros.

Necessidade de FORMAÇAO 
• Gestores 
• Profissionais
• Aluno - socializar
• Famílias – Direitos e Deveres
• Parcerias – Buscar instituições com conhecimento específico.
• Comunidade - questão social,

O processo paralelo de formação e demorado e complexo, mas não da para esperar a formação para a inclusão, pois ela já esta acontecendo, e realidade. Logo precisamos trabalhar juntos na construção de processos de inclusão.  

(D) O papel do professor na inclusão

• Gostar do que faz; fazer com amor,
• Romper barreiras e preconceitos,
• Conhecer seu aluno em todos os sentidos (intelectual, emocional e social),
• Observar e Registrar (Banco de dados),
• Informar-se sobre a(s) dificuldade(s) que o aluno possui,
• Trocar informações com profissionais das diversas áreas,
• Trabalhar com os alunos da sala de aula (formas de ajudar),
• Adequar o currículo à criança,
• Envolvê-la e incentivá-la nas atividades de classe, principalmente em grupos,
• Tratá-la de forma igual a todos, respeitando suas necessidades especiais (físicas ou emocionais),
• Buscar formas alternativas que propicie a aprendizagem (“reinventar a roda”),
• Valorizar as habilidades que se destacam no aluno especial,

 

Conhecendo a Jéssica
Emocional:

• Possui altos e baixos, às vezes apresenta um nível de maturidade compatível à idade, outras vezes apresenta infantilidade,
• E ativa,
• Distrai-se com facilidade,
• Cria situações e acredita nelas como se fossem reais,
• E extremamente afetiva,
• Preocupa-se com colegas e professores,
• Esta sempre disposta a ajudar,
• Não enxerga maldade nas pessoas,
• Acredita fielmente no ser humano,
• E sensível, às vezes chora em decorrência dessa sensibilidade excessiva.

Social

• Faz amizade com facilidade,
• Gosta de trabalhar em grupo,
• Compartilha jogos e brinquedos,
• Respeita regras,
• Adora ler e cantar.

Intelectual

• possui um vocabulário rico, alem de sua idade cronológica,
• Lê, escreve e interpreta diversos textos (narrativo, poético, institucional, jornalístico, historias em quadrinhos, etc) sem grandes dificuldades na oralidade,
•  Na escrita necessita de orientação e incentivo para fazer uso de seu vocabulário,
• Produz textos, principalmente narrativos fazendo uso de recursos gráficos com seqüência de fatos, clímax e finalização,
• Reconhece o sistema de numeração decimal,
• Atribui quantidade ao numeral,
• Efetua operações matemáticas, adição e subtração, com o uso do material concreto (dourado, ábaco, etc...),
• Elabora situações problema a operações apresentadas.

Como lidar com a Jéssica

• Tratá-la de forma igual aos demais, respeitando suas limitações,

• Procurar usar os mesmos textos da sala, porem com adaptações e critérios de avaliação que se enquadram a sua realidade,

• Incentivá-la sempre,

• Cobrar responsabilidade quanto às atividades escolares (trabalhos e lições de casa),

• Toda atividade deve ser orientada, passo a passo. Principalmente as de casa e trabalhos. Escritas e com roteiro,

• Faz uso de letra bastão, porem entende perfeitamente a letra cursiva,

• Tem dificuldade na organização do material escolar, necessita de auxilio e orientação (cadernos),

• Todo recado teve ser enviado via circular ou bilhete pela agenda (colar),

• Estabelecer regras referentes ao uso do banheiro (necessita ir mais de uma vez) e outros objetos trazidos à escola.

• Necessita de atividades diferenciadas, fazendo uso do concreto na compreensão das atividades matemáticas.

 

 

 

ANJOS EFICIENTES

 

Um belo dia um grupo de anjos-crianças dirigiu-se a Deus. Estavam preocupados com o mundo e seus habitantes. Deus explicou a eles que havia dado ao homem livre arbítrio e que, portanto, ele era responsável por seus atos e por levar o mundo por caminhos não tão promissores. Preocupados, os anjos fizeram uma proposta a Deus. Como se sabe, Ele ama a todos os seus filhos e mais especialmente as crianças.
O primeiro anjo disse: “Senhor, os homens na Terra estão precisando ver melhor as coisas. Não conseguem vislumbrar que toda causa gera uma consequência. Vou dar a eles, Senhor, a minha visão para que possam enxergar a necessidade de cuidar uns dos outros e do planeta”, disse.
“Estão assim porque não dialogam mais”, afirmou o segundo anjo. “Falam de si, mas são incapazes de ouvir o outro. Pensam no individual e esquecem que ninguém vive só. Pois dou a eles, Senhor, a minha audição. Que com ela os homens escutem o próximo e as vozes da natureza com o coração”.
“Deixa eu lhes ajudar, irmãozinhos, doando aos homens a minha fala. Quem sabe possam conversar mais e superar as dificuldades entre os diferentes. Quero que conversem e se entendam. Permita, Pai, que eu lhes doe a linguagem perfeita que sai de minha boca”..
Um quarto anjo voou para perto e disse: “Além de não ver, não ouvir e não dialogar, os homens estão se arriscando em caminhos tortuosos. Suas pernas os levam por duvidosas trilhas nas bifurcações da vida, muito desgastada pelo corre-corre desenfreado. Consintais, Deus, que eu lhes ofereça as minhas pernas, para que com pernas novas os seus passos possam caminhar por caminhos mais primaveris”.
“Os pobres homens estão com a sensibilidade exposta”, interveio um anjo que acompanhava atento a conversa. “Posso entregar-lhes minhas fibras para que reforcem seu sistema nervoso, protegendo-se assim dos males de seu desequilíbrio. Isso, claro, se o Senhor me facultar fazê-lo”. Deus a tudo ouvia.
Um sexto anjo pronunciou: “Não poderia me furtar a ajudar a melhorar o mundo. Quero entender os homens. Deixe-me, Pai Grandioso, buscar na Terra um cromossomo para ver se melhor compreendo no DNA da humanidade o porquê de tanta guerra, de tanta discórdia”.
O sétimo falou: “Eu também quero ajudar. Preocupa-me o uso descuidado do cérebro humano. O homem já não raciocina direito. Como minha parte, Senhor, quero lhes doar a capacidade dinâmica de meu cérebro. Quem sabe assim as pessoas ajam mais fraternalmente”.
E assim foi: uma multidão de anjos-crianças juntou-se em volta de Deus, cada um com sua oferta, que de tão generosa e altruísta foi prontamente aceita por Ele.
Para quem não sabe, os anjos-crianças vêm ao mundo em forma de bebês. Dos que fizeram a proposta a Deus, o primeiro nasceu cego. O segundo, surdo. O terceiro, disléxico. O quarto, com pernas mais curtas. O quinto, com esclerose múltipla. O sexto, com síndrome de Down. O sétimo, com paralisia cerebral. O oitavo e nono, que não aparecem na história, com autismo e com síndrome de Williams, respectivamente.
Assim, cada criança que nasce com o que os humanos chamam de deficiência é a mais pura manifestação da doação dos anjos por um mundo melhor. Na sua sabedoria, Deus concedeu aos pequenos uma bênção em troca de sua entrega: determinou que esses anjos nascessem em famílias especiais. Essas famílias sabem, cada uma delas, do que estou falando. Deus sempre dá um jeito de lhes contar a história de seus anjos eficientes.

 

 

A EDUCAÇÃO ESPECIAL E A POLÍTICA EDUCACIONAL BRASILEIRA

    
     É sabido que a educação especial está cada vez mais discutida e levada à realidade de nossas escolas.

Porém, acompanhamos ou ouvimos histórias que expressam descaso e pouca atenção aos alunos especiais. O direito à educação especial é constitucional ( CF artigo 208º ), consta na Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Nacional ( LDB – Lei 9394/96 ) , Estatuto da Criança e do Adolescente  ( Lei  853/89 )  e sustenta-se também na Declaração de Salamanca.

    É indubitável que as escolas brasileiras desenvolvam uma pedagogia centralizada na criança, capaz de educar com sucesso todos os meninos e meninas, inclusive os que sofrem de deficiências graves. As crianças com necessidades educacionais especiais devem receber todo apoio adicional necessário para garantir uma educação eficaz.  

Deverão ser tomadas as medidas necessárias para conseguir a mesma política integradora de jovens e adultos com necessidades especiais, no ensino secundário e superior, assim como nos programas de formação profissional e também assegurar que, num contexto de mudança sistemática, os programas de formação do professorado, tanto inicial como contínua, estejam voltados para atender às necessidades educacionais especiais nas escolas.

O Plano Nacional de Educação estabelece vinte e sete objetivos e metas para a educação das pessoas com necessidades educacionais especiais. Sinteticamente, essas metas tratam: 

•    do desenvolvimento de programas educacionais em todos os municípios – inclusive em parceria com as áreas de saúde e assistência social – visando à ampliação da oferta de atendimento desde a educação infantil até à qualificação profissional dos alunos; 

•     das ações preventivas nas áreas visual e auditiva até a generalização do atendimento aos alunos na educação infantil e no ensino fundamental; 

•    do atendimento extraordinário em classes e escolas especiais ao atendimento preferencial na rede regular de ensino; 

•     da educação continuada dos professores que estão em exercício à formação em instituições de ensino superior. 


Lei n°. 853/89. Dispõe sobre o apoio às pessoas com deficiências, sua integração social, assegurando o pleno exercício de seus direitos individuais e sociais. 

Lei n°. 8.069/90. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. 

O Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outras determinações, estabelece, no § 1o do Artigo 2o: 

         “A criança e o adolescente portadores de deficiências receberão atendimento especializado.” 


 Ordenamento do Artigo 5º  é contundente: 

•    “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.” 


Lei n°. 9.394/96. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 


•    Art. 4º, III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. 

•    Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”. 

§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. 

§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. 

§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. 


•    Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: 

I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; 

II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; 

III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; 

IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; 

V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. 


•    Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. 

Parágrafo Único. O Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo.”


Com a finalidade e o intuito de garantir a qualidade educacional a todas as pessoas com necessidades especiais, sobretudo na escola regular, fazem-se necessários o acompanhamento e a parceria entre pais, escolas e poder público. Dessa forma, chegaremos à  pedagogia centralizada na criança, respeitando tanto a dignidade como as diferenças de todos os alunos.
    É nosso dever ( e nossa luta ) repudiar atitudes discriminatórias, criar comunidades acolhedoras , construir uma sociedade integradora e dar educação a todos .


( Este material sintetiza a Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases, Estatuto da Criança e do Adolescente, Declaração de Salamanca  e alude-se também às Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica – Conselho Nacional de Educação ).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTERDIÇÃO - TUTELA E CURATELA

 

 Interdição - tutela e curatela

Na verdade, não existe diferença entre interdição e curatela. A segunda é conseqüência da primeira.

A primeira é o resultado da apuração da incapacidade do interditando para os atos da vida civil e a segunda é o documento que estabelece quem será o curador e quais os atos que poderão ou não ser praticados pelo interditando, a grosso modo.

A interdição parcial é possível, posto que, a interdição total impede qualquer ato civil. 

Assim, a pessoa que é interditada parcialmente poderá sim praticar alguns atos, desde que acompanhada pelo seu curador.

Ou seja, o interdito poderia assinar um documento, desde que, seu curador assinasse também.

É realmente complicado determinar quais os limites da interdição, porém, não é impossível.

 O nosso direito admite a interdição de maiores considerados incapazes:

a)    Psicopatas ( dementes, imbecis, dipsomanos) que, por serem portadores de enfermidade mental, não estão aptos a dirigir a si mesmos e seus bens;

b)    Toxicômanos, ou seja, aqueles que, viciados, abusam habitualmente e irresistivelmente de tóxicos ou entorpecentes;

c)    Surdos que não receberam a educação apropriada e, em razão disso, não conseguem emitir sua vontade;

d)    Pródigos, que são as pessoas que dissipam descontroladamente seu patrimônio como se não tivessem noção da importância da riqueza material.

Podem promover a interdição do incapaz:

a)    seu pai, mãe ou tutor;

b)    seu cônjuge ou algum parente próximo;

c)    o Ministério Público.

 Para que se apure estes limites, é necessário investigar o estado físico e psíquico do interditando, e determinar-se qual a condição dele trabalhar, comprar, vender, assinar documentos, a fim evitar prejuízos causados pelos atos deste.

 Assim, a interdição se dá através de um processo judicial que ao final resultará em uma sentença que determinará ou não se este indivíduo possui ou não capacidade mental para discernir os atos da vida civil.

 Isto se dá através de uma ação que após o recebimento da petição inicial, intervenção do MP, determinação de perícia médico-judicial, depoimento do interditando, oitiva de testemunhas, juntada de documentos, etc, resultará na declaração de que este indivíduo não é capaz para responder por estes atos. E poderá sim, estabelecer que este indivíduo poderá assinar algum documento, ou praticar determinado ato, desde que, conjuntamente com seu curador.


A certidão de curatela evidencia que determinada pessoa é curadora deste interditando, e será encarregada de cuidar do interdito e defender seus bens por determinação judicial.
 

Desta forma, também estabelecerá os limites da responsabilidade do curador em relação ao interdito, e, é claro será resultado de todo o processo investigatório sobre o grau da deficiência intelectual.

 Com relação à lei de cotas, o deficiente pode ser beneficiado na preferência por uma vaga, já que uma empresa é obrigada a manter uma cota de deficientes em seu quadro funcional.


Dentre outras, também temos uma cota a ser preenchida na realização de concursos públicos, desde que, a deficiência permita o desenvolvimento da atividade proposta.

 Já com relação à obtenção de pensão por morte de seus genitores, é imprescindível a interdição, posto que, com esta declaração judicial, o interditando será como um indivíduo menor, e assim, terá direito ao recebimento do benefício. Portanto, acho importante esta consideração, quando ainda podemos resolver. 

Adriana Paiva, advogada

 

 

www.swbrasil.org.br/uploads/download

 

(Da Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados- Dra. Adriana Paiva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RETARDO MENTAL

De maneira geral, um indivíduo pode ser definido como tendo retardo mental baseado nos seguintes três critérios: 
 

nível de funcionamento intelectual (QI) abaixo de 70 - 75,
presença de limitações significativas em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas,
a condição está presente antes dos 18 anos de idade.

Definição de retardo mental

Retardo mental diz respeito a limitações significativas no funcionamento intelectual.

É caracterizado por: 
 

retardo mental que se manifesta antes dos 18 anos de idade,
funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, concomitante a
limitações em duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas:

 

      Comunicação e Cuidado pessoal
      Vida em casa e Habilidades sociais
      Funcionamento na comunidade e Autodeterminação
      Saúde e segurança e Habilidades acadêmicas funcionais
      Lazer e Trabalho

Pressupostos essenciais à aplicação da definição

Os seguintes pressupostos devem ser considerados ao aplicar a definição. 
 

Uma avaliação válida considera as diversidades culturais e lingüísticas como também as diferenças na comunicação e fatores de comportamento.
A existência de limitações em habilidades adaptativas acontece dentro do contexto do ambiente de comunidade típico da idade do indivíduo e em relação a pessoas de sua idade, sendo indexado às necessidades individualizadas de auxílio da pessoa.
Limitações adaptativas específicas freqüentemente coexistem com capacidades em outras habilidades adaptativas ou outras capacidades pessoais.
Com suporte apropriado por um período contínuo, geralmente ocorrerá melhora na vida funcional da pessoa com retardo mental.

Incidência

Alguns estudos têm estimado que o retardo mental afeta 2,5 a 3% da população.

Alguns autores, como Batshaw(1997), calculam que o retardo mental é 10 vezes mais freqüente do que a paralisia cerebral, 28 vezes mais prevalente do que os defeitos do tubo neural, tais como a espinha bífida, e 25 vezes mais comum do que a cegueira.

O retardo mental não parece ter preferência por raça; contudo, aproximadamente 60% dos afetados são homens.

Quadro clínico

Os efeitos do retardo mental variam consideravelmente de pessoa para pessoa, assim como as habilidades individuais variam entre as pessoas que não tem retardo mental.

Das pessoas com retardo mental, aproximadamente 87% serão afetadas de maneira bastante leve, e serão somente um pouco mais lentas na aquisição de novas habilidades e informações. Quando crianças, seu retardo mental não é facilmente identificável, podendo não ser evidente até que elas entrem para a escola. Muitas delas, quando adultas, conseguirão levar uma vida independente na comunidade e não serão mais vistas como tendo retardo mental.

Os restantes 13% da população afetada, aqueles com QI abaixo de 50, terão sérias limitações de funcionamento. Contudo, com intervenções precoces, educação funcional e com suporte adequado, quando adultos, todos poderão levar vidas satisfatórias na sua comunidade.

Diagnóstico

O sistema da AAMR (Associação Americana de Retardo Mental), para o diagnóstico e classificação de uma pessoa como portadora de retardo mental, segue três passos e descreve o sistema de apoio que a pessoa necessita para superar seus limites nas habilidades adaptativas.

primeiro passo para o diagnóstico é a aplicação por pessoa capacitada de um ou mais testes padronizados de inteligência e testes padronizados de habilidades adaptativas, individualmente.

segundo passo é descrever os pontos fortes e fracos da pessoa em quatro dimensões, que são: 
 

Habilidades intelectuais e comportamentais adaptativas
Considerações emocionais/psicológicas
Considerações físicas/ de saúde/ etiológicas
Considerações ambientais

Os pontos fortes e fracos podem ser determinados por testagem formal, observação, entrevistas com pessoas importantes na vida do paciente, entrevistas com a pessoa sendo avaliada, interagindo com a pessoa e sua família na vida cotidiana, ou por uma combinação desses métodos.

terceiro passo exige uma equipe multidisciplinar para determinar o apoio necessário nas quatro dimensões mencionadas. Cada apoio identificado é classificado em um de quatro níveis de intensidade - intermitente, limitado, extensivo, intensivo. 
 

Apoio intermitente refere-se a um suporte oferecido quando necessário. Um exemplo seria o apoio necessário para que a pessoa procure um novo emprego na eventualidade de ficar desempregada. O apoio intermitente pode ser necessário ocasionalmente por um indivíduo durante sua vida, mas nunca de maneira contínua.
Apoio limitado é aquele necessário durante um período determinado de tempo. Um exemplo seria na transição da escola para o trabalho ou durante o treinamento para uma função específica.
Apoio extensivo é aquela assistência que a pessoa necessita diariamente e sem limite de tempo. Pode incluir apoio em casa e/ou no trabalho.

 

Os apoios intermitente, limitado e extensivo podem não ser necessários em todas as áreas para um indivíduo.

 

Apoio intensivo refere-se ao apoio constante, em todas as áreas, com base diária, podendo incluir medidas para o suporte de vida.

Causas do retardo mental

O retardo mental pode ser causado por qualquer condição que prejudique o desenvolvimento cerebral antes do nascimento, durante o nascimento ou nos anos de infância. Várias centenas de causas têm sido descobertas, mas a causa permanece indefinida em aproximadamente um terço dos casos.

As três principais causas identificadas de retardo mental são: 
 

a Síndrome de Down,
a Síndrome alcoólico-fetal e
a Síndrome do X frágil.

As causas podem ser divididas em categorias.

Condições genéticas

Resultam de anormalidades nos genes herdadas dos pais, devidas a erros de combinação genética ou de outros distúrbios dos genes ocorridos durante a gestação. Centenas de distúrbios genéticos associam-se ao retardo mental. Alguns exemplos são a fenilcetonúria, a Síndrome de Down e a Síndrome do X frágil.

Problemas durante a gestação

O uso de álcool ou outras drogas durante a gestação pode levar ao retardo mental. Alguns trabalhos têm relacionado o fumo na gestação com um risco maior de retardo mental na criança. Outros problemas incluem a desnutrição, toxoplasmose, infecção por citomegalovírus, rubéola e sífilis. Gestantes infectadas pelo vírus HIV (AIDS) podem passar o vírus para a criança levando a dano neurológico futuro.

Problemas ao nascimento

Qualquer condição de estresse aumentado durante o parto pode levar a lesão cerebral do bebê; contudo, a prematuridade e o baixo peso ao nascer são fatores de risco independentes mais freqüentes que qualquer outra condição.

Problemas após o nascimento

Doenças da infância como catapora, sarampo, coqueluche e a infecção pelo Haemophilus tipo B, que podem levar a meningite e encefalite, também podem causar danos ao cérebro. Acidentes, intoxicações por chumbo, mercúrio e outros agentes tóxicos também podem causar danos irreparáveis ao cérebro e sistema nervoso.

Estado socioeconômico

A desnutrição também pode levar ao retardo mental.

Alguns estudos também sugerem que a pouca estimulação, que ocorre em áreas muito desprovidas das experiências culturais e ambientais normalmente oferecidas às crianças, pode surgir como causa de retardo mental.

Prevenção

Nos últimos 30 anos, vários avanços científicos têm ajudado a prevenir muitos casos de retardo mental. Estima-se que nos Estados Unidos são prevenidos a cada ano: 
 

250 casos de retardo mental por fenilcetonúria, graças ao teste do pezinho e ao conseqüente tratamento dietético adequado.
1.000 casos de retardo mental por hipotireoidismo, graças ao teste do pezinho e ao conseqüente tratamento hormonal adequado.
1.000 casos de retardo mental pelo uso de imunoglobulina anti-Rh, que previne a doença por incompatibilidade Rh entre mãe e feto, reduzindo a icterícia severa no recém-nascido.
5.000 casos de retardo mental causados por infecção pelo Haemophilus influenzae tipo B, graças ao uso rotineiro de vacina contra Haemophilus nas crianças.
4.000 casos de retardo mental devidos à encefalite pelo sarampo, graças à vacinação das crianças.
Um número desconhecido de casos de retardo mental devidos à rubéola congênita, graças à vacinação das crianças.

Outras medidas têm contribuído para a redução do número de casos de retardo mental.

A eliminação do chumbo do meio ambiente, medidas preventivas do trauma como o uso adequado de assentos nos carros e de capacetes para bicicleta, programas de intervenção precoce para crianças de risco, programas de atenção pré-natal reduzindo os riscos da transmissão do vírus da AIDS ou de defeitos do tubo neural.

Todas estas medidas são exemplos de ações que ajudam a diminuir o número de pessoas com retardo mental na comunidade. 
 

 

 

 



 

 

 


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SÍNDROME DE WEST

CRIANÇAS COM WEST MATO GROSSO DO SUL

16/05/2014 13:24
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WEST/RIO GRANDE DO NORTE

26/02/2014 09:01
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WEST/BAHIA

26/02/2014 09:00
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WEST/BAHIA

24/02/2014 09:15
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WEST/BRASILIA-DF

24/02/2014 09:14
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WEST/RIO DE JANEIRO

24/02/2014 09:11
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WEST/SANTA CATARINA

24/02/2014 09:10
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WEST/MINAS GERAIS

24/02/2014 09:09
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WEST/PARANA

24/02/2014 09:07
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WEST/RIO G DO SUL

24/02/2014 09:07
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west /são paulo

24/02/2014 09:04
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PARALISIA CEREBRAL

26/09/2013 22:08
A paralisia cerebral pode ocasionar diversas limitações nas atividades, dentre elas o brincar, principal atividade de escolha da criança. A escala lúdica pré-escolar de Knox revisada (ELPK-r) avalia as habilidades de desempenho das crianças enquanto estão brincando em quatro dimensões: domínio...

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EQUOTERAPIA E PSICOLOGIA

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  ECOTERAPIA E PSICOLOGIA COMUNITÁRIA: A POSSIBILIDADE DE INTEGRAÇÃO SOCIAL EM UM CENTRO DE EQUOTERAPIA.   INTRODUÇÃO: DEPOIMENTO: Meu interesse pela Equoterapia se dá devido a minha proximidade com cavalos; desde os seis anos de idade estou envolvida no meio hípico através de...

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  AFASIA – enfraquecimento ou perda quase total do poder de captação, manipulação e por vezes de expressão de palavras como símbolos de pensamentos, em virtude de lesões em alguns centros.  ANAMENESE - Histórico (entrevista) que vai desde os sintomas iniciais até o...

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12/03/2013 12:25
  SÍNDROME DE WEST A Síndrome de West é um tipo raro de epilepsia, chamada de "epilepsia mioclónica". As convulsões que a doença apresenta são chamadas de mioclonias e podem ser de flexão ou de extensão, e afetam geralmente crianças com menos de um ano de idade. São como se, de...

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